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Normalmente se diz que um grupo empresarial é forte por sua solidez e ampla atuação no mercado. Há 50 anos, Pennacchi é reconhecido também por isso, mas sobretudo pelos valores que defende, e por apoiar projetos sociais. O Grupo atua nos segmentos de distribuição ao varejo; indústria de balas e doces, de marca própria e para terceiros; agronegócio, no cultivo de soja, milho, trigo, e na criação de gado de corte.

Pennacchi também mantém uma área de 25.000.000m² como Reserva Particular do Patrimônio Natural, com matas nativas recuperadas e preservadas, e protegendo a fauna e a flora da região.

Além disso, o Grupo apoia o Projeto Crescer, que atende gratuitamente mais de 600 crianças e adolescentes de ambos os sexos, entre 10 e 15 anos, estudantes carentes do ensino regular público.

Além de Diretor Comercial do Grupo, o Sr. Paulo Hermínio Pennacchi é Vice-Presidente da Federação do Comércio do seu Estado, que integra Sesc- Senac e IFDP; é Presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado do Paraná (Sinca); é associado à Anpecom, Associação Nacional ligada à  Economia de Comunhão (EdC) e Presidente do Projeto Crescer . A seguir, vamos saber um pouco mais a respeito: 

The Columnist (TC): Como tudo começou?

Paulo Pennacchi (PP): Em meados de 1955, em busca de melhores condições de vida para sua família, meu pai Hermínio Pennacchi vendeu o que possuía na cidade de Ouro Fino, no estado de Minas Gerais e dirigiu-se com minha mãe Maria Aparecida e seus 4 primeiros filhos para uma área rural na região norte do Estado do Paraná, conhecida na época como o “Eldorado do Brasil”. Quando os cafezais de que ele cuidava foram exterminados por uma grande geada, meu pai começou então a trabalhar num açougue, e posteriormente no Matadouro Municipal. Alguns anos depois, com a ajuda dos filhos mais velhos José Carlos e eu, ele abriu um pequeno estabelecimento, conhecido por Tabacaria Ouro Fino, em homenagem à sua cidade natal. Desde então fomos crescendo, ao custo de muito trabalho. Atualmente a sede do Grupo Pennacchi está situada na cidade de Arapongas, Paraná, a cerca de 380 km de Curitiba, e a 580 km de São Paulo.

TC: Quais as atividades atualmente desenvolvidas pelo Grupo?

PP: Atuamos como distribuidor atacadista para o varejo, na indústria e no agronegócio: 

Segmento de distribuição 

A partir de um Centro de Distribuição com 24.000m², comercializamos mais de 3.000 itens de cerca de 180 fornecedores, oferecendo mix para clientes de diversos segmentos. Nossa estratégia é nos posicionarmos com um eficiente elo, reduzindo distâncias entre as indústrias e os revendedores. Nosso diferencial é relacionamento, favorecendo proximidade e parceria.

Pennacchi Industrial

Após nos firmarmos como distribuidor atacadista nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, nosso Grupo resolveu montar uma fábrica de doces diversos. Iniciamos com dedicação exclusiva à produção mecânica de balas, caramelos e pirulitos. Alguns anos depois promovemos a automatização dessa indústria, passando a operar com equipamentos de última geração, e ampliando sua capacidade de produção. De nossas linhas são produzidos, rigorosamente dentro dos padrões de segurança alimentar, quase uma centena de produtos de marca própria e para terceiros, de gramaturas e sabores diversos. Alguns são até exóticos, com sabores mais acentuados, para atenderem a regiões específicas do mercado brasileiro e de outros países.

Pennacchi Agropastoril 

No segmento de agronegócios, dispomos de fazendas e uma central de negócios na região de Cascavel, oeste do Paraná. Por meio de práticas modernas e investimentos contínuos em tecnologia e modernização das áreas e equipamentos, estamos nos destacando no cultivo de soja, milho e trigo, em sistema de plantio direto, com índices de produção acima da média nacional. Já nossa criação de gado de corte é realizada com técnicas de inseminação artificial, e o acabamento dos animais é feito em sistema de confinamento.

TC: Qual o compromisso do Grupo Pennacchi com a preservação ambiental?

PP: O Brasil é considerado um país megabiodiverso, onde encontramos uma grande variedade de espécies da fauna e da flora, e um dos melhores climas do planeta, graças a seus importantes ecossistemas. Sabemos que cada um dos elementos da natureza tem um papel a desempenhar, e para que isso ocorra, é preciso haver equilíbrio. Pois como bem disse Carlos Drummond de Andrade, “a natureza não faz milagres, faz revelações”.

Pensando nisso, desde 1982 o Grupo Pennacchi mantém 25.000.000m² como “Reserva Particular do Patrimônio Natural” (RPPN). Ali foram recuperados e preservados rios, cachoeiras, matas nativas e protegidas a fauna e flora da região, com animais e pássaros em risco de extinção. Um novo projeto também foi adotado desde 2012, com a implantação do sistema de florestamento com eucalipto, em áreas específicas de todas as fazendas.

Além disso, o Grupo promove a reciclagem de sobras de materiais gerados por suas empresas, como papel, embalagens plásticas e outros, tratamento de efluentes gerados pela divisão Industrial, coleta seletiva de resíduos e campanhas de conscientização para a redução do consumo de água, luz, papel, etc.

TC: Em relação aos problemas da sociedade civil, como o Grupo Pennacchi se posiciona para ajudar? 

PP: Nossa preocupação com o social inicia com nossos próprios colaboradores. Nossas empresas oferecem academia de ginástica com educador físico; ambulatório médico; assistência de coach; convênios com clínicas médicas, creches, escolas e faculdade; oferecemos cursos, palestras e treinamentos; exames periódicos de saúde; ginástica laboral; refeitório; projeto de prevenção ao câncer de mama e ao câncer de próstata, dentre outros.

Objetivando contribuir com a comunidade, nosso Grupo apoia as ações do Lions Club e do Rotary Club, voltadas às questões sociais e humanitárias. Podemos citar, por exemplo, a Escola Especial Lions Club; a Associação Junior Achievement; o banco de doadores de sangue; as campanhas para arrecadação de roupas, calçados e brinquedos; o apoio ao Hospital do Câncer de Londrina (cidade vizinha); o Programa Justiça do Bairro e o Projeto Crescer Arapongas.

TC: Lembro que, na nossa visita, o senhor fez questão de nos mostrar pessoalmente algumas empresas do Grupo. Contudo, o momento em que o sentimos mais entusiasmado foi quando nos apresentou o Projeto Crescer. Fale-nos um pouco mais a respeito.

PP: O Projeto atende gratuitamente mais de 600 crianças e adolescentes de ambos os sexos, entre 10 e 15 anos, estudantes do ensino regular público, com renda familiar de até 3 salários mínimos. Trata-se de um sistema de contraturno escolar, ou seja, quem estuda pela manhã, frequenta o Projeto à tarde, e vice-versa, de segunda à sexta feira. Oferecemos alimentação balanceada e nutritiva, que inclui café da manhã, almoço e lanche. Nosso Grupo é o principal apoiador dessa iniciativa, e eu sou o atual Presidente do Projeto.

O Projeto Crescer proporciona condições para a inserção social, cultural, esportiva e comunitária, visando o desenvolvimento e preparo para o exercício da cidadania. As atividades culturais e para formar hábitos e cuidados com a saúde física, e estabelecer vínculos de amizade e cooperação em grupo incluem Informática, Inglês, Português, Matemática, Educação Física, música, canto, dança, teatro, flauta doce e capoeira. O número máximo de participantes por classe é de 23 alunos. A biblioteca contém milhares de livros, das mais diversas áreas, que auxiliam no desenvolvimento da leitura e dos trabalhos escolares. 

Para se ter uma ideia da relação custo benefício deste Projeto, a média de investimento total anual é de cerca de US $ 448,305.37 com uma média mensal de investimento por aluno de apenas US $ 73.85. 

Além de acompanhar de perto todas as atividades do Projeto Crescer, eu busco ajuda de outros empresários para manter esta importante obra, buscando doações diretamente. Outra forma é apresentando uma Lei nacional de Incentivo à cultura, que possibilita às empresas brasileiras (pessoas jurídicas) e cidadãos (pessoas físicas), aplicarem uma parte do imposto de renda devido em ações culturais. 

TC: Como o senhor definiria a palavra “confiança”, em relação à sua conduta como empresário, e em relação ao que espera das pessoas?  

PP: – A confiança está diretamente atrelada à transparência e à honestidade das transações realizadas pelas empresas do Grupo e por tudo que realizamos. Esperamos essa reciprocidade de todos que participam dos nossos negócios, sejam eles colaboradores, clientes, fornecedores, etc.

O que o inspirou a apoiar o Projeto Crescer?

– Os meus pais foram minha fonte de inspiração, e as primeiras pessoas que me ensinaram a servir. O Lions Club reforçou essa característica em mim, quando comecei a participar, em 1972. Em 1976 fui presidente dessa Entidade, e participei ativamente da construção da Casa Bom Menino, que funcionou como casa lar por 27 anos. Em 2005, foi criado o Projeto Crescer, visando atender um número maior de crianças e adolescentes, nesse projeto de transformação social. A parceria com a Universidade Unopar veio fortalecer o projeto, e nos ajudar a chegar aos números atuais, com mais de 600 alunos matriculados.

O que o senhor diria a outros empresários e demais pessoas, que ainda não apoiam projetos sociais?

– Eu diria que, quando nos dispomos a ajudar, de fato recebemos muito mais do que doamos. O aprendizado é diário e a realização de fazer o bem ao outro, de transformar vidas, de oferecer oportunidade, é imensurável. Vale a pena contribuir não apenas financeiramente, mas no voluntariado, no servir e em estar próximo. É algo que engrandece o nosso ser.

Independentemente de religião, o senhor considera que a espiritualidade influencia de algum modo a sociedade, na busca um mundo melhor? 

– A espiritualidade é fundamental nesse processo. Faz-nos mais humanos, caridosos, e ajuda a perceber que é preciso deixar um legado maior que bens materiais.

Caso você queira saber mais sobre o Projeto Crescer,  acesse http://projetocrescerarapongas.org.br/sitebm/

Se deseja saber como colaborar, queira por favor entrar em contato diretamente com o Projeto Crescer, via e-mail: crescer_captacao@hotmail.com